[01/04/2012] Revista Construção SA - O jardim no papel principal

Antes planejado apenas devido ao apelo estético, o paisagismo tornou-se protagonista por aproximar a natureza, proporcionar conforto térmico e agregar valor ao imóvel.

 Arquiteta paisagista Louise Riedtmann Levy, vice-coordenadora da ABAP-SC "As construtoras estão cientes de que vão vender melhor e mais rápido com um projeto paisagístico, planejado, estudado e implantado por profissionais da área".

MERCADO DE EXCELÊNCIA

"A necessidade de contato com o verde está incrustada em nosso ser porque é geradora de bem-estar. O prazer e a sensação de tranquilidade da vista para uma paisagem ou de percorrer um caminho em meio a árvores, com sons de uma fonte e pássaros, são impagáveis", considera Louise Riedtmann Levy, vice-coordenadora do Núcleo Setorial de Santa Catariana da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP/SC).


Tecnicamente, explica, o ideal é o arquiteto paisagista entrar em ação antes do lançamento do empreendimento, para que possa projetar soluções de áreas de lazer ao ar livre - piscinas, caminhos, pergolados, praças, pomares, iluminação externa, horta, fonte, playground, boulevard e lagos - valorizando assim desde o início as vendas dos imóveis. "Já a execução do projeto de paisagismo entra no final da obra. A inserção da vegetação é uma das últimas coisas a serem feitas, depois da pintura externa. Desta maneira, não se corre o risco de danificar as plantas com o tráfego de funcionários e andaimes externos", justifica. Para a representante da ABAP/SC, bons profissionais, alguns de renome nacional e o incentivo de um polo produtor de plantas ornamentais, fazem de Santa Catarina um mercado promissor para o paisagismo.